SAPO“Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”. O Mengão já tem casa em Lisboa

31 de julho de 2017

O Flamengo, dizem os seus adeptos, tem a maior torcida do mundo. 40 milhões. Onde há um brasileiro, há uma camisola rubro-negra vestida, reclamam. O clube já tem um “Consulado” em Lisboa, no Snooker Club. Ali veem os jogos como se estivessem no estádio. Foi assim na partida Corinthians-Flamengo.

O Fla-Lisboa recebeu o título oficial de “Consulado” do clube da Gávea, em março, depois de um período de formalização que durava desde dezembro do ano passado. É o segundo na Europa, o Porto terá o próximo. “Estamos a ajudar no processo de oficialização”, avisa Tiago Fragoso.

O projeto de expansão do clube carioca pelo Brasil e pelo mundo, os “Consulados” e “Embaixadas”, criados em 2008, procura promover a marca, expandir o número de sócios e torcedores, divulgar os valores do emblema e desenvolver ações sociais.

O estatuto oficial obriga a ter um espaço fixo para assistir aos jogos. E esse foi o primeiro passo dado pelos fundadores que vieram trabalhar e estudar para Portugal. É na Travessa do Salitre, entre o Parque Mayer e a Praça da Alegria, colado ao Hotel Lisboa Plaza, no Snooker Club Lisboa. É aqui que estão desde o “inicio de janeiro”, recorda Tiago. “Fomos crescendo”, diz, relembrando o Fla-Flu (Flamengo-Fluminense), campeonato estadual, em que “recebeu 160 pessoas”.

Acolher a sede do Consulado Fla-Lisboa que é, simultaneamente, a Penya do Futebol Clube de Barcelona é algo que Miguel Sancho, proprietário do espaço onde se joga snooker e pool, agradece. “É impressionante ver um jogo de futebol do Flamengo. Há uma enorme paixão pelo clube e comportam-se como estivessem nas bancadas”, antecipa antes da partida.

Uma rivalidade de popularidade: Corinthians-Flamengo

A partida disputou-se no Arena Corinthians, em São Paulo, no distrito de Itaquera, na zona leste paulista, mas em pleno coração da cidade de Lisboa estava montado um pequeno estádio com 70 adeptos. Com sofridão e emoção à mistura.

A divulgação é no Twitter e no Facebook. “Temos foto com Zico, Júnior e Júlio César (Benfica), que vieram assistir a um jogo e isso ajudou”. E já são reconhecidos na Torcida no Brasil. “Temos no nosso mural (vitrina) duas camisolas de dois consulados diferentes do Brasil. Uma dada durante um dia de jogo e outra que aqui foi deixada, num dia em que não houve futebol”. “Mesmo sem jogos as pessoas aparecem para conhecer um consulado oficial do clube”, reforça.

“O Fla-Flu é o clássico mais bonito do mundo. É belo”, explica Tiago sobre a rivalidade que os irmãos, o jornalista Mário Filho e o dramaturgo Nélson Rodrigues, ajudaram a imortalizar. A cada jogo é um “ai jesus”, como canta um dos hinos oficiais, o mais popular: “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”. “A nível de popularidade o grande rival é o nosso adversário de hoje. Em matéria de relevância histórica, no entanto, têm de comer muito feijão”, avisa.

Falar com a TV e para a TV

Cinco plasmas estão espalhados pela sala. O grosso dos adeptos estão concentrados perto do bar que os alimenta e refresca as gargantas. Os olhos fixos num ecrã.

Valdemar Duarte, comentador português da SIC Radical refere-se à presença surpreendente de tantos adeptos do Flamengo em São Paulo. “Surpreendente, nada, porra, somos Flamengo”, responde Tiago.

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